30/06/2009 14:14
Aceite certas verdades inescapáveis: Seu mouse te sacaneia
Como assim Michael Jackson morreu? Morrer é uma coisa tão comum que eu realmente acho que simplesmente não combina com certas pessoas. Se bem que a maioria das pessoas que eu acreditava imortais já provaram não ser: Dercy Gonçalves, Michael, Senna (tá certo, eu não achava que ele era imortal. Só não me cabe na cabeça que ele tenha morrido errando uma curva!), Keith Richards, etc. E tem o Paul McCartney, que estaria morto há mais de 40 anos, e, no entanto, continua andando, cantando e dançando por aí. Esse mundo está mesmo cheio de coisas estranhas.
Falando em coisas estranhas, as exibições do SOS foram canceladas! Para dizer a verdade, a coisa toda ainda é meio confusa, mas tem a ver com direitos autorais. E olha que o SOS sempre teve o cuidado de DIVULGAR os animes que ainda não tinham direitos autorais. Fico me imaginando se mangas que depois ficaram famosos, como Death Note, Full Moon, ou mesmo One Piece, que foram exibidos para otakus antes de chegar ao grande público teriam se mantido sem esse tipo de divulgação. Coincidência ou não, Peach Girl até que é uma historinha legal, mas não foi divulgado e parou no meio.
Com tudo acontecendo de supetão, o SESC até lembrou que existem RPGistas nesse mundo e tem alguém, não sei quem, organizando alguma coisa com RPG no SESC. Quero muito ver o que sairá daí.
E, por fim, acabei lendo em outro blog a palavra IBAMA e lembrei-me do assustador:
Caso da garota - IBAMA
Estava todo contente o professor de história do cursinho falando sobre os bandeirantes: Bravos heróis da integração nacional, ou grandessíssimos FDP, dependendo do lado que você olha a história. Lá pelas tantas, o professor conta que eles desmatavam grandes áreas, caçavam animais selvagens e construíam roçados em vários pontos de paragem.Muita gente sabe que várias cidades começaram assim. Eis a pergunta que uma aluninha faz ao professor:
Mas como que o IBAMA deixava esse tipo de gente solta, desmatando a mata atlântica e caçando os bichinhos?.
Após uma ligeira consternação da sala, os colegas riram e a garota ganhou um novo apelido.
Agora que está escrito, realmente, não entendo por que acho essa memória tão preciosa. Talvez eu esteja esquecendo de algo.
enviada por Braulio Stafora
09/05/2009 21:58
Realmente, o IG tem problemas de imagem.
Pelos comentários que recebí, em todos os sentidos...
enviada por Braulio Stafora
09/05/2009 21:57
Realmente, o IG tem problemas de imagem.
Pelos comentários que recebí, em todos os sentidos...
enviada por Braulio Stafora
09/05/2009 21:55
Vamos lá: Testando mais uma imagem:

enviada por Braulio Stafora
26/04/2009 16:05
Bom, só passei por aqui (por que "dar uma passada" não é coisa de macho...) para arrumar o texto de ontem. Por algum motivo o Blig não aceitou as imagens de outro site, então fiz upload no próprio Blig.
Funcionou? Não, não funcionou, mas pelo menos agora o defeito não tem outra explicação alem do fato do Blig ser meio surtado.
enviada por Braulio Stafora
25/04/2009 11:11
Sem muita frescura:
voltaremos a exibir!
e o Anime Kingdom contará com nossa presença
Tirando isso, tudo normal: Lecionar esse ano tem sido uma experiência com menos diversão e mais dor e sofrimento que no ano passado. Em parte por ter seguido conselhos da diretora (de afastar-me dos alunos), em parte por ter que seguir aquele maldito caderninho que o governo fez, e esse caderno não saber em que nível estão os alunos do Estado: Pedem para que eu não fale de seno e cosseno, pois, segundo o caderno, o aluno já sabe e só preciso usar as ferramentas que eles já tem, mas outro dia, numa classe, tentei falar sobre operações opostas e eles simplesmente não sabiam que para desfazer uma soma, você subtrai, para voltar ao número antes de uma multiplicação, deve-se dividir, etc. Fico preocupado com o que eles faziam nas aulas de matemática nesses anos todos, se não aprenderam a fazer contas.
enviada por Braulio Stafora
07/02/2009 22:30
Ufa!
Quase um ano que não consigo atualizar o blog! Nem tanto por preguiça, mas jogar toda culpa no Blig também não parece certo.
E tanto tempo sem escrever leva a um problema interessante: O que poderia ser tão interessante para interromper tão longo jejum?
Nada, na verdade. A coisa importante que aconteceu foi apenas a coincidênica de o Blig estar 522 disponível e eu na internet.
Espero voltar em breve.
P.S. Essa atualização basicamente fala sobre nada, como devem ter notado.
P.S.II - Essa manhã recebemos em casa a visita de uma pequena felina, que, por motivos não compreendidos totalmente, fica fascinada com o movimento dos dedos sobre o teclado. Ela pula sobre o mouse e tenta pegar os dedos, de modo que escrever essas poucas linhas tornou-se um fato heróico (com direito a acento e tudo).
enviada por Braulio Stafora
16/09/2008 17:50
As pessoas deveriam pensar meis anter de entregar o coração, e menos antes de meter o pé.
A verdade é que não tenho tantas novidades assim. Minha vida é, e até onde me lembro, sempre foi bem monótona. Ou isso, ou muito cansativa.
Atualmente, deveria preencher os planos de recuperação dos meus alunos: Danem-se eles! um cara que consegue ter uma reprova no Estado de São Paulo não pode ser considerado um estudante; seria antes uma perturbação, um cara que só consegue atrapalhar a aula e impedir que os outros pregridam o quanto poderiam.
O incômodo é que eu até posso pensar assim, mas não se pode dexar de notar que:
- Não fui eu quem reprovou eles, e então pode ser que alguns deles estejam em DP por que o professor anterior contou com uma boa dose de sadismo;
- O fato de trabalhar para um cara ruim não pode me fazer querer relaxar, ou ser pior do que poderia ser;
- Se eles reprovarem, e minha transferência não sair, serei eu a dar-lhes a DP ano que vem de novo.
Tenho lido Drácula, também. O que posso dizer? a grande dica que peguei desse livro foi: Nunca mantenha um diário; Coisas boas não acontecem com quem tem um diário; só coisas muito, muito ruins acontecem quando se escreve um diário.
A parte disso, já foi dito que um blog é uma espécie de diário on-line. (ops!).
Enquanto o Blig deixar, voltarei aqui.
enviada por Braulio Stafora
14/09/2008 23:56
ao que parece, o Blig me deu uma folguinha para publicar alguma coisa. Não sei até quando isso durará, mas pretendo voltar aqui de vez em quando para verificar se essa possibilidade ainda existe...
enviada por Braulio Stafora
14/09/2008 23:40
PREFEITOS
Imagine uma cidade que cresceu ao redor de um prostíbulo. Os habitantes dessa cidade tem a característica única de saber que ela é uma filha da p* e orgulharem-se disso!
Ou nem tanto... Nos últimos anos, uma onda de puritanismo fez com que as pessoas se arrependessem dessa origem "pouco nobre" e tentassem destruir a cidade.
Obviamente, mesmo puritanos fanáticos destruidores de cidades filhas da p* não gostam de ser chamados de malucos. Uma questão de nome longo demais, acho eu. Então, os puritanos fanáticos malucos que não querem ser chamados de malucos, mas ainda assim destruidores de cidades filhas da p* acharam um meio: De quatro em quatro anos, aos poucos, eles votam nos candidatos que mais estrago podem fazer na cidade.
Os puritanos fanáticos são muitos, ao que parece. Uma pequena olhada na cidade basta para ver que eles conseguiram eleger vários dos últimos prefeitos: Um deles, Sr. Parece-tão-bonzinho, que aprovou o orçamento para um centro cultural que não saiu do papel, e pediu um empréstimo, que caiu nos cofres públicos, e lá ficou por um bom tempo. Como o banco gostaria muito de receber as quantias emprestadas, parte da arrecadação tributária do município ia para um banco pelo prazer que devia dar ver um monte de dinheiro nos cofres do próprio banco, esperando para ser usado.
Esse cara elegeu seu sucessor, um engenheiro desempregado que era um péssimo professor, tinha mau hálito, propensão a falar palavrões, falava cuspindo e, mais importante, gostava muito do cheiro de concreto fresco ao entardecer. Quase tanto quanto gostava de superfaturar obras. Ele pegou o tal dinheiro guardado, juntou com mais umas verbinhas que vieram daqui e dalí, pediu mais um tanto emprestado, trocou de carro, comprou uma fazenda, construiu algumas casas em outras cidades, entregou o centro cultural e mais meia dúzia de obras absolutamente faraônicas e inúteis e lógico, elegeu seu sucessor.
O próximo prefeito, bom, não se sabe muito do passado dele. O mais notável é que ele mandou construir um monumento ao desperdício do dinheiro público: Um enorme viaduto curvo, que liga nada a lugar nenhum e tem um buraco no meio. Verificando bem, ele não só fez isso, como não desapropriou a entrada e a saída d viaduto. A verba que viria para isso, um empréstimo de $ 500 milhões (em dinheiro atual) nunca foi visto, e ninguem sabe onde foi gasto. Esse prefeito, que atualmente descansa numa chácara de R$ 500 milhões comprada enquanto estava na prefeitura, não gosta de comentar sobre isso. Ele reelegeu seu antecessor como sucessor.
O ex-engenheiro desempregado/ex-péssimo professor não pôde completar seu segundo mandato, pois entre atentados com coquetel molotov, improbidades administrativas, exposições da dívida pública, e congêneres, ele forçou tanto a barra que acabou sendo preso. Não é que ele cumpre pena até hoje: Ele cometeu tantos crimes que ainda não foi julgado por todos!. Seu vice, Sr. radialista careca, assumiu meio perdido.
O Sr. radialista careca equilibrou as contas da prefeitura. Não que tenha pago as dívidas, apenas fez com que o município gastasse uma quantia de dinheiro equivalente ao que recebia, já descontando os juros das dívidas (não que, a essa altura sobrasse muita coisa). Tapou alguns buracos nas ruas, comprou merenda escolar e foi afastado. Tenho para comigo que não ganha nem para vereador.
Num ciclo perfeito, o próximo prefeito foi o Sr. parece-tão-bonzinho. Bom, ele realmente parecia muito bom, principalmente comparado com o outro candidato, um fracassado nato. Mas o fato é que ele assumiu o cargo, mudou-se para bem longe e agora só aparece na cidade para dizer ou fazer alguma besteira. A cidade já está em ruínas, sem dinheiro, com a merenda escolar apodrecendo, ruas esburacadas, prédios abandonados, empresas fugindo, vandalismo crescente, e, a bem da verdade, quem tem Confiança acabou por mandar mais (e fazer mais pela cidade, temos que reconhecer) que prefeitos e vereadores.
Como em toda cidade do Brasil, aqui também terá eleições. São candidatos:
Um cara, que faliu uma das maiores empresas da América Latina, pegou o melhor time de basquete do Brasil e levou-o a inexistência, assumiu o comando de um time de futebol da primeira divizão e só largou quando este caiu na terceitona. Apresenta-se como administrador eficiente e experiente, embora em 12 anos de vida pública não tenha conseguido se eleger nem para síndico de prédio. O cara é um fracassado tão completo que na vida particular não consegue manter-se em paz com a própria família e, pior, nem dá prá ter pena do sujeito que é rico e arrogante.
Outro candidato é um substituto de ladrão. A esposa do ex-prefeito/engenheiro desempregado/ex-péssimo professor/presidiário deixa bem claro em sua campanha que fará uma administração igual a de seu marido. Não esclarece se isso signigica apenas desviar quantias absurdas de dinheiro público ou se também usará a tribuna da câmara de vereadores para ofender os munícipes e lançará coquetéis molotov nas casas de vereadores da oposição.
Outros dois são bem parecidos: Ambientalistas, com formação em biologia e que já ocuparam o cargo de secretários do Meio ambiente, participaram de um plantio monstro de árvores que entrou no guiness e desenvolveram várias ações para de certo modo retardar a decadência do município.
Há outros candidatos, que juntos não somam 5% das intenções de votos, então agora já posso provar a tese da União de Puritanos para Destruir Cidades Filhas da P* (UPDCFDP): Os candidatos aqui escritos estão na ordem de preferência do eleitorado: O Sr. Fracasso em primeiro disparado, a Sra. Molotov em segundo e os ambientalistas virtualmente empatados em terceiro...
enviada por Braulio Stafora
27/05/2008 17:50
Acho que sentirei saudades.
Bom, essa atualização é meio que comemorativa de uma data vindora. Não, não é do aniversário de minha mãe. Não haveria como competir com o mundo bizarro nisso. O motivo da comemoração é bem mais egoísta: irei mudar-me do cafofo. Não será hoje, claro. Mas na próxima quinta-feira já terei assinado contrato (se tudo der certo) e terei uma data para sair do cafofo.
Então pensei: Por que não fazer uma lista de tudo que provavelmente possa fazer falta? O cafofo fede, é apertado, tem buracos no teto, não tem privacidade, mas deve ter algo que não seja tão ruim. Depois de muito considerar, consegui pensar nisso:
- Puppy-chan: Para começo de conversa, se tenho agora um lugr para morar na cidade estranha, devo isso a Puppy-chan, uma vira-latas que foi com minha cara e fez seu dono repensar na possibilidade de expulsar um inquilino bêbado e caloteiro para por um desconhecido em seu lugar. Puppy também é extremamente simpática e comprimenta-me toda vez que me vê. Realmente uma cachorrinha adorável.
Comentário: Mas minha cachorrinha lá de Bauru é mais simpática e adorável, e nem mesmo ela me impediria de trocar o cafofo por um apartamento de verdade.
- As cortinas: Bom, o caso é até conhecido: na primeira vez que fiquei no cafofo, pensei que o cheiro pudesse vir não do Boris, que na época era um pouco menor que o guarda-roupas e ficava por ele escondido, mas das cortinas com mais de 20 anos que estavam penduradas na janela. Não tive dúvidas: Arranquei as cortinas, enfiei no sabão e... F*** com a cortina do quarto! Ela derreteu na água muito mais rápido que qualquer coisa "instantânea que eu já ví ou comprei. Daí depois disso minha mãe e irmã compraram uma cortina bonitinha para pôr no lugar. Será mesmo uma pena deixá-las aqui...
- O jardim: É bonito, ué, fazer o que? tem até umas orquídeas (e um pé de fumo...)
- Os japoneses: É um pouco de orgulho, eu sei. Mas é legal ser elogiado por simplesmente pagar o aluguel em dia, como todo mundo deveria fazer sempre.
- O aluguel: Não, eu não acho barato. A bem da verdade, nem acho justo pelo que o quartinho oferece, mas fazer o que? é o menor aluguel da cidade e não há como dizer que estou ansioso para pagar mais do que aqui.
Há também a lista de coisas das quais não sentirei saudades. No topo ficam os vizinhos humanos. Um deles tem o peculiar hábito de esperar todos dormirem para estudar guitarra. Com o som no talo. Para não acordar os outros ele vira o amplificador para a parede. Do meu quarto.
Quanto ao outro vizinho, que posso dizer dele, depois que nasceu um pé de fumo no lugar que ele cuspiu no chão?
Mas se for reclamar de tudo agora, não sobra espaço para o horário de verão, de modo que vou só respnder aos comentários.
- Senhorita By-Nana: Bom, o meu blog estar entre os mais atualizados é um fato raríssimo. Acho legal que tenha gostado.
- Senhorita Kami Sal: Quanto à cidade, não creio que mostrar lugares piores tornem uma cidade melhor, assim como não considero um banco bom só porque é o melhor do Brasil. Quanto aos alunos, pode ser isso, sim...
- Senhorita Josei: Tem tanta gente que fala do ar puro... Pena que o ar aqui é puro fedor! Há também quem goste do povo gentil, informal e hospitaleiro, mas prá mim isso é um jeito obsequioso de falar "fofoqueiros mal-educados!", então acho que vou concordar com você.
- Senhor Spock: Decerto que apelodar um lugar de maconhas city não deve colaborar para o desenvolvimento da região. Quanto à cidade, realmente acho que você teve sorte, principalmente em não passar a adolescência lá.
- Senhorita Mokna: É menos desagradável que uma extração de molar, mas não tão confortável quanto ficar assistindo TV em casa. Quanto ao feed, realmente não acho necessário.
- Senhorita Josei: Ei! Isso pareceu ofensivo! Eu atualizo quase todo quadrimestre, precisando ou não
- Senhorita Kami Sal: Pelas últimas informações, ninguém faz nada contra a empresa por que mais da metade dos empregados da cidade trabalha lá e a totalidade dos desempregados tem esperanças de ser admitidos por ela...
enviada por Braulio Stafora
09/03/2008 17:08
ImpressõesII (Episódio de hoje: A cidade de nome não revelado)
O que se pode dizer sobre a vida em um local estranho? Bom, que quanto mais se conhece o local, mais estranho ele parece...
Primeiro: Impressões de um cafofo: Um quarto, nenhum banheiro, muito pouca privacidade, um fungo gigante, com o aluguel mais barato da cidade: quase tanto quanto meu inquilino paga por dois quartos, dois banheiros, sala grande, quintal grande, cozinha enorme e toda privacidade que quiser ter. Não bom.
Segundo: O cheiro. Quem (entre os três) lê esse blog há mais tempo sabe por que eu não gosto de São Paulo. Há duas razões para isso, e a primeira é que a metrópole fede. Pois bem, adivinhem só: Na cidade estranha tem um frigorífico que fica bem pertinho do centro. Durante o dia, ele acumula as partes do boi que não serão vendidas, como tripas, cérebro, olhos, ou até carcaças inteiras de animais doentes, e deixa apodrecendo em um tambor. À noite, ele solta isso no rio. Juro que o cheiro é ruim o bastante para fazer qualquer um pensar em vegetarianismo.
Juntando as duas informações anteriores, surge a pergunta: Como alguém pode pagar caro para morar num lugar desses? Sei lá, mas pagam bem caro mesmo.
Terceiro: A água. Quando ela está boa, tem gosto de sabão, cheiro de alvejante e textura de detergente. Quando está ruim, tem uma nata cinzenta que se forma conforme ela ferve. E é mais cara que a água bauruense. Isso nos leva direto ao quarto ponto:
Quarto: O custo de vida. Quando vamos a uma cidade menor, o mínimo que esperamos é que as coisas custem mais barato. Nem isso. Coisas industrializadas acabam saindo mais caras por que viajam mais desde São Paulo e coisas naturais, como a comida, saem mais caras por que os mercados tem que pagar aluguéis mais caros, e, em alguns casos, bancar um sistema de filtragem mais elaborado para poder usar a água mais cara para manter os vegetais frescos. De mais a mais, não tem um SEASA por perto, o que dificulta na hora de comprar coisas que não são direto do produtor.
Quinto: O local de trabalho: Tá certo: Não teve banheiro por duas semanas, a sala dos professores é a menor que eu já vi, tem uma barulheira infernal, alunos brincam em meio a entulho e cimento fresco, com o risco de uma telha de amianto cair sobre eles, ou pior ainda, mancharem-se com tinta (explico: Se a telha cair, o aluno não vai sair por aí chorando ou querendo jogar telhas nos outros. Desmaia e pronto.), que há pedreiros de aparência suspeitíssima convivendo com os alunos e olhando as alunas com uma expressão pouco confiável, que quando o cheiro do matadouro dá uma folga, os banheiros provisórios mostram todo seu potencial para juntarem-se aos escombros e ao cimento para manter o ar empesteado, mas apesar de tudo, as pessoas são extremamente atenciosas, os alunos são atentos e os funcionários (diretora inclusive) dão todo apoio e suporte que se pode imaginar. De certo modo, aquele velho prédio insalubre guarda o melhor que a cidade oferece.
enviada por Braulio Stafora
23/12/2007 02:12
Impressões:
- Do cinema: Ao contrário do outro cinema, que foi feito dentro do shopping, a construção do "novo" cinema é realmente um cinema. Claro que há uma infinidade de lojinhas ao redor, dando um aspecto de shopping, e uma insípida exposição da obra de Leonardo Da Vinci (a impressão que se tem é que a exposição de verdade já aconteceu e o povo ficou com preguiça de guardar o que tinha sobrado). O acabamento dessa área de lojinhas é, para ser bondoso, inexistente: Fios, canos e o próprio teto ficam despudoradamente expostos, mostrando as intimidades arquitetônicas do local a quem quiser ver. Uma modesta, humilde e despojada camada de tinta branca tenta apontar que alguém, algum dia deve ter pensado em cobrir as vergonhas do balcão. Essa tinta, entretanto, pode não ser sincera. Fosse, e estaria vermelha.
No pavimento inferior as coisas melhoram um pouco. Criativos enfetres nas paredes chamam a atenção de humanos, e, olhando mais de perto, de aracnídeos. Depósitos de poeira podem ser notados aqui e alí. A iluminação segue o famoso esquema de "ou tudo ou nada", lançando as escadas numa penumbra dilatadora de pupilas, para, em seguida fornecer a iluminação mais potente já conhecida pelo Homem na sala de entrada, e na sala de projeção, uma nova e profundíssima escuridão. Um mosaico de acrílico faz as vezes de chão em uma parte do salão. Pelo menos na maior parte do tempo, já que rachaduras e marcas apontam que o bravo polímero já falhou em sua nobre função de dar sustento aos mais variados biótipos pelo menos uma vez. Uma espécie de fosso de luzes fluorescentes aguarda, ansioso, pela próxima falha do acrílico.
O som THX não impressiona. Ele permite volumes altos, e é no volume máximo que o cinema foi ajustado. Algum dia, perceber-se-á que volume e qualidade não são sinônimos, e nesse dia, poderemos ir ao cinema sem voltarmos um pouco surdos.
- Da formatura: Dizem que formaturas só são interessantes para os formandos. A bem da verdade, elas são mais para os pais dos formandos, mas sem dúvida, se você for professor ou membro da diretoria, pode até subir no palco, mas deve saber que está no lado errado da formatura. O lugar era quente, os discursos foram uma sucessão de clichês, habia meia dúzia de alunos que não estava pronta para se formar e mais alguns que simplesmente mereciam uma reprova, pelo menos para poderem cumprir todos os dias de suspensão que precisavam cumprir. A acústia era terrível e as músicas piores ainda. Ganhei um vale-sorvete.
Por enquanto fico nisso.
enviada por Braulio Stafora
04/11/2007 00:34

Para que o Blog não vire território improdutivo...
Vocês (2)já repararam como A MTV e o SBT se parecem? Ambas as emissoras tem três letras na sigla, destinam-se a um público específico (brasileiros no caso do SBT, e jovens na MTV, têm seus desenhos legais que não passam pela manhã (o que é ótimo), Têm apresentadoras ex-modelos e ex-namoradas de atletas famosos, cujo talento pode até ser maior que o salário, mas se for não é talento em apresentar programas na TV, têm programas de namoro, apresentadores com nome de quatro letras que já são praticamente donos da casa, tamanho o tempo que trabalham lá (o Gugu e o Cazé), os enlatados reprisados até a exaustão, com a mesma utilidade prática para o telespectador: Olhar por um tempo e rir um pouco, sem levar muito à sério. Falta à MTV o carisma de um Sílvio Santos e também uma Hebe Camargo, embora Cicarelli possa ocupar o último cargo; O SBT jamais passaria um programa como "As quebradeiras" ou "Jackass", mas isso é só por que a emissora do Sílvio tem um pouco mais de bom gosto que a emissora do Grupo Abril.
Mudando de assunto, saiu minha convocação: Trabalharei no ano que vem em outra cidade, relativamente perto da minha progressista terra natal (lembram do desenho Caverna do Dragão, que tinha o ogro que queria ir para a "Terra Natal"?). Pode ser uma experiência enriquecedora. De certo modo, pelo menos um pouco, se eu for bem pão-duro...
José Serra sabe mesmo agradar aos seus eleitores: Não só não investe em saúde, infra-estrutura e educação, para que eles possam ter do que reclamar como ainda abre as penitenciárias. Pois bem! Os presos, os poucos caras que a polícia consegue prender, agora terão a chance de conhecer minha querida e esburacada cidade. Mais que isso: Há um programa que prioriza os presidiários na hora de se contratar um funcionário. Então aqui vai a dica deste blog para quem está no centro do Estado (interior são os outros...) e quer arranjar um empreguinho: Roube, mate ou venda drogas para alguém: Isso garantirá que você fique na categoria mais favorecida a conseguir um emprego nessa cidade.
Minha opinião sobre presídios semi-aberto é a mesma que sobre os quase-lusitanos, meio-gays, semi-novos, praticamente-virgens e vice-putas: Não existem. Se o cara sai do lugar, passeia pela cidade, vai trabalhar, e volta para dormir, o lugar pode ser chamado de hotel ou de albergue, mas não é uma cadeia!
Eu nunca votei no José Serra. Jamais votaria, mesmo que fosse o melhor candidato de uma eleição (caso em que anularia meu voto e me mudaria para bem longe), e jamais votarei. Mesmo assim, sei que esse tipo de medida é extremamente popular, e que garantirá que ele faça seu sucessor. Afinal, essa idéia foi levantada durante sua campanha e a população votou nele, num sinal claro de que a maioria do povo não se incomoda muito em dividir espaço com traficantes, bandidos e assassinos. Acho que alguns até anseiam por esse tipo de "emoção" em suas vidas...
Vamos lá, respondendo aos comentários:
Senhorita Mokona: Não sei se serei petulante demais, mas já que sutiliza nunca foi meu forte, lá vai: No blog da Kami você disse que queria sonhar com pão com manteiga, aqui você lembrou das comidas de fim-de-ano... Será que alguém está de regime na cidade dos ventos frescos?
Muito obrigado!
De novo, muito obrigado, embora eu ainda ache que não fiz nada demais.
Senhorita Kami Sal:Ah, sim. Deve haver alguma coisa boa no natal, mas não sei bem o que é. Talvez o fato de as ruas se encherem de pessoas bêbadas cantando... Não, não é isso. Uma hora eu acho. Mas ainda assim, tirando a média não é uma data tão legal quanto dizem.
Senhorita Josei:E Eu aprecio isso, embora ainda ache que chamar todos meus leitores de todos meus (2) leitores tenha lá seu efeito cômico. E é verdade. Eu não ví o tal comentário, mas ouví isso numa conversa sua com a kami. Por último, muito obrigado.
enviada por Braulio Stafora
12/10/2007 22:28
Manter um blog atualizado é mais complicado do que se imagina! Mesmo agora que estou apenas digitando umas poucas e mal-traçadas linhas, apenas para que aqueles (2) ue vem sempre aqui tenham algo novo para ler, as coisas não parecem dar certo.
Para começar, escrevo de casa. A sensação única de se usar a internet discada para qualquer coisa já é bem ruim. Para atualizar no Blig, então, as chances de algo dar certo são infinitamente pequenas. Agora minha cachorra cega acaba de se assustar com o barulho das teclas e sai latindo a cada palavra que escrevo. Não-divertido.
Falando em não-divertido, começa uma época do ano com pouquíssimos motivos para ser feliz, em geral, e menos ainda para mim: Aniversário, com números lembrando-me que os anos, assim como a poeira dos móveis, acumulam-se, não importa o que eu faça. Lembram-me que estou ficando um velho meio louco, desmemoriado e ranzinza. (é certo que eu sempre fui meio louco desmemoriado e ranzinza, mas um velho com essas características parece muito ruim). Também tem o fato de ser primavera, e com isso chegar o calor que faz tudo ter um cheiro desagradável. Pessoas principalmente, mas asfalto inclusive. A primavera também traz o horário de verão, que mata muita gente de muitos modos, e isso não é bom. Natal, cuja hipocrisia me enerva sobremaneira, ano-novo, que também pode ser chamada de a festa para que ninguém durma direito. Caramba, se ao menos as festas ficassem restritas ao litoral e às grandes capitais, daria para entender, mas o que se comemorar num meião de interior? O ciclo termina com o carnaval, festa do tipo tem hora que dá vergonha ser brasileiro. Não tenho vergonha dos políticos corruptos. Eles existem em qualquer lugar, e só o fato de que há mais brasileiros que votam em corruptos do que habitantes de outras nações me parece estranho, mas justificável. Meter-se num tapa-sexo e chamar isso de cultura, por outro lado...
Já que estou aqui mesmo, devo confessar uma coisa que não acharia que diria tão cedo: Caramba! Como os alunos melhoram rápido! Em pouco mais de um mês, alguns saíram de não sei qual a diferença entre soma, produto e exponenciação para estou ajudando meus colegas com os exercícios mais complicados, passando pelo estágio de fazer produtos notáveis e tudo mais.
Espantam-me duas cousas: Que eles tenham aprendido tão rápido e que eles NÃO tenham aprendido junto com o resto da sala. O que será que aconteceu com eles? Terão sido problemas particulares ou com o professor titular? Claro que tenho confiança em minhas habilidades de professor, mas justamente por isso, sei que não foi nada excepcional que eu tenha feito. Então por que alunos bons ficaram de reforço? É até um tema para pesquisa.
E falando em pesquisa, abriram-se as inscrições para a pós-graduação. Claro que farei a prova, mesmo sem tanta esperança de passar. Mas pelo menos tentarei uma vaguinha de aluno-ouvinte para esse primeiro semestre. Vejamos o que sai.
enviada por Braulio Stafora
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